CEFEC - Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade
Rua Bernardino de Melo, 1579 - Nova Iguaçu/RJ
Tel.: 2668-3070
Tel.: 2668-3070
“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas, não vim destruí-los, mas dar-lhes cumprimento. Eu vos digo em verdade que o Céu e a Terra não passarão antes que tudo o que está na lei seja cumprido completamente, até o último jota e o último ponto.”
(Mateus, 5:17 e 18)
(Mateus, 5:17 e 18)
Foi com muita alegria que criamos este blog para acrescentarmos informações sobre estudos realizados aos sábados no CEFEC - Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade em Nova Iguaçu, como também informar sobre os acontecimentos no movimento espírita e, principalmente, eventos que acontecerão na nossa Casa Espírita.
"Não estamos na obra do mundo para aniquilar o que é imperfeito, mas para completar o que se encontra inacabado." Emmanuel
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
MENSAGEM
"Não desencorajes, seja a quem seja. Feridas reviradas agravam o sofrimento. Erros comentados estendem a sombra. Cada consciência é um mundo em si, com obstáculos e problemas próprios. Se nos propomos a colaborar, na edificação do Reino de Deus, comecemos pela caridade silenciosa de não complicar e nem desanimar a ninguém."
terça-feira, 15 de novembro de 2011
INTOLERÂNCIA E FALTA DE RESPEITO
A Respeito da Intolerância, por Pedro Migão.
Algo que venho notando de forma crescente nos últimos tempos é o aumento da
intolerância e da falta de educação das pessoas. Tanto na vida real como no
mundo virtual, cada vez mais verificamos este fenômeno.
Um bom exemplo é o trânsito. Os motoristas estão cada vez mais impacientes, mal educados e egoístas. Não hesitam em provocar um acidente para fazer valer a "sua vez". Um bom exemplo é quando se tenta mudar de faixa e o motorista que vem atrás acelera para que você não entre na frente dele - muitas vezes quase causando um acidente.
Cada vez mais se dirige defendendo-se dos outros carros, dos motoqueiros e dos pedestres. É cada um por si e o resto que se dane.
Vivi uma situação no último sábado que é outro bom exemplo disso. Fui à padaria com minha filha mais nova, estacionei o carro em uma das vagas e enquanto fazia compras um sujeito parou sua picape de luxo na rua, "prendendo" meu carro. Ao tentar sair, aguardei uns quinze minutos para ver se o sujeito aparecia; não ocorrendo, voltei à padaria e perguntei quem era o dono do carro.
O sujeito, que deve regular a minha idade, apareceu, me deu um tremendo esporro e me xingou. Mesmo estando errado se achava no direito de parar onde desejava e reclamou de ter ido lá solicitar que retirasse o carro a fim de permitir minha saída. E este tipo de coisa me parece muito comum.
No mundo virtual a situação está à beira da histeria.
Qualquer opinião minimamente discordante é massacrada e intimidada; aqueles que abrem espaço para o contraditório são rotulados como "fracos". Os "trolls", figuras nefastas da internet, apostam na repetição e na intolerância para fazerem valer "no grito" suas muitas vezes preconceituosas e obtusas opiniões. O debate é desestimulado, o necessário contraditório reprimido, a tolerância é considerada sinal de tibieza.
A idiotice e os famosos "argumentos de autoridade" estão cada vez mais em alta nos espaços de convívio e de tentativa de debate. Esta intolerância advém também, a meu ver, de uma formação intelectual cada vez mais pífia e de formação moral cada vez mais egoísta.
Não importa aprender, trocar idéias, elevar a cultura. Não importa fazer o bem, ceder a vez, ter o prazer de estar tranquilo com sua própria consciência. Não. O que importa é impor opiniões e visões - muitas vezes toscas e preconceituosas - de forma radical e muitas vezes desrespeitosa, à beira de gerar um processo judicial por injúria e difamação. Isso quando não acaba redundando em pancadarias, assassinatos e coisas do gênero.
Esta falta de educação e este egoísmo podem ser facilmente vistos no mundo real. O que importa é aquela máxima de Maquiavel: "os fins justificam os meios". Não se hesita em mentir, difamar, corromper, falsificar e agredir se isto for considerado "necessário" a um dado objetivo. Aspectos como bondade, cortesia, respeito, transparência, honestidade e outros não somente são descartados como considerados "dispensáveis". Uma pessoa "apta" não pode ter estas características segundo o senso dominante.
Com isso, o convívio em sociedade muitas vezes é insustentável. A "Lei de Gérson" está viva e forte, e a cada geração que vem este fenômeno é mais dominador. A competitividade extrema é estimulada, o consumismo extremo é estimulado e especialmente a "guetização" e a intolerância difundidos. O importante é se estar sempre certo, mesmo que se destrua o mundo ao redor para "conquistar" tal reputação.
O leitor deve ter achado forte a imagem que abre este post. Entretanto, não é exagero afirmar que em certas situações o que ocorre é um verdadeiro "nazismo" na difusão de idéias e preconceitos. A barbárie muitas vezes é estimulada a fim de se alcançar os objetivos pretendidos - sejam eles calar um opositor, alcançar uma promoção corporativa, se livrar de pessoas "indesejáveis". Vivemos em uma sociedade onde até o assassinato é considerado "aceitável" em certas situações.
O sujeito vale mais pelo seu status e pelo que tem do que por sua personalidade, pelo que é.
A meu ver, a palavra chave para se entender esta situação é "respeito". Necessita-se voltar a ter respeito pelos outros, pelos seus atos, fraquezas e opiniões. Bondade, cortesia e gentileza também ajudam bastante. Senão caminharemos inexoravelmente para um mundo repleto de barbárie - e processos judiciais.
Este Ouro de Tolo procura, dentro de suas modestas possibilidades, estimular a diversidade de idéias e de opiniões. Como dizia aquele filósofo, defendo até a morte a minha opinião neste espaço, mas também defenderei até o fim o direito dos colunistas e dos leitores de dizerem o que pensam - mesmo que seja o contrário do que penso - e não acarrete em processos judiciais... O respeito e a educação é o que pregamos aqui.
Em tempo, faço o registro de que certas entidades ou grupos culturais tornaram-se praticamente "intocáveis" para seus seguidores, com aura de "semi-deuses". E tome pancadaria em quem ouse criticar os alvos da adoração irracional - normalmente manifestações culturais de gosto e qualidade bastante questionáveis, para se dizer o menos. O leitor entende o que escrevo.
O apelo que faço é por tolerância, respeito e educação. Para que não vivamos em um mundo como o retratado pela foto - e pior, em uma opressão da própria sociedade, não do Estado.
Um bom exemplo é o trânsito. Os motoristas estão cada vez mais impacientes, mal educados e egoístas. Não hesitam em provocar um acidente para fazer valer a "sua vez". Um bom exemplo é quando se tenta mudar de faixa e o motorista que vem atrás acelera para que você não entre na frente dele - muitas vezes quase causando um acidente.
Cada vez mais se dirige defendendo-se dos outros carros, dos motoqueiros e dos pedestres. É cada um por si e o resto que se dane.
Vivi uma situação no último sábado que é outro bom exemplo disso. Fui à padaria com minha filha mais nova, estacionei o carro em uma das vagas e enquanto fazia compras um sujeito parou sua picape de luxo na rua, "prendendo" meu carro. Ao tentar sair, aguardei uns quinze minutos para ver se o sujeito aparecia; não ocorrendo, voltei à padaria e perguntei quem era o dono do carro.
O sujeito, que deve regular a minha idade, apareceu, me deu um tremendo esporro e me xingou. Mesmo estando errado se achava no direito de parar onde desejava e reclamou de ter ido lá solicitar que retirasse o carro a fim de permitir minha saída. E este tipo de coisa me parece muito comum.
No mundo virtual a situação está à beira da histeria.
Qualquer opinião minimamente discordante é massacrada e intimidada; aqueles que abrem espaço para o contraditório são rotulados como "fracos". Os "trolls", figuras nefastas da internet, apostam na repetição e na intolerância para fazerem valer "no grito" suas muitas vezes preconceituosas e obtusas opiniões. O debate é desestimulado, o necessário contraditório reprimido, a tolerância é considerada sinal de tibieza.
A idiotice e os famosos "argumentos de autoridade" estão cada vez mais em alta nos espaços de convívio e de tentativa de debate. Esta intolerância advém também, a meu ver, de uma formação intelectual cada vez mais pífia e de formação moral cada vez mais egoísta.
Não importa aprender, trocar idéias, elevar a cultura. Não importa fazer o bem, ceder a vez, ter o prazer de estar tranquilo com sua própria consciência. Não. O que importa é impor opiniões e visões - muitas vezes toscas e preconceituosas - de forma radical e muitas vezes desrespeitosa, à beira de gerar um processo judicial por injúria e difamação. Isso quando não acaba redundando em pancadarias, assassinatos e coisas do gênero.
Esta falta de educação e este egoísmo podem ser facilmente vistos no mundo real. O que importa é aquela máxima de Maquiavel: "os fins justificam os meios". Não se hesita em mentir, difamar, corromper, falsificar e agredir se isto for considerado "necessário" a um dado objetivo. Aspectos como bondade, cortesia, respeito, transparência, honestidade e outros não somente são descartados como considerados "dispensáveis". Uma pessoa "apta" não pode ter estas características segundo o senso dominante.
Com isso, o convívio em sociedade muitas vezes é insustentável. A "Lei de Gérson" está viva e forte, e a cada geração que vem este fenômeno é mais dominador. A competitividade extrema é estimulada, o consumismo extremo é estimulado e especialmente a "guetização" e a intolerância difundidos. O importante é se estar sempre certo, mesmo que se destrua o mundo ao redor para "conquistar" tal reputação.
O leitor deve ter achado forte a imagem que abre este post. Entretanto, não é exagero afirmar que em certas situações o que ocorre é um verdadeiro "nazismo" na difusão de idéias e preconceitos. A barbárie muitas vezes é estimulada a fim de se alcançar os objetivos pretendidos - sejam eles calar um opositor, alcançar uma promoção corporativa, se livrar de pessoas "indesejáveis". Vivemos em uma sociedade onde até o assassinato é considerado "aceitável" em certas situações.
O sujeito vale mais pelo seu status e pelo que tem do que por sua personalidade, pelo que é.
A meu ver, a palavra chave para se entender esta situação é "respeito". Necessita-se voltar a ter respeito pelos outros, pelos seus atos, fraquezas e opiniões. Bondade, cortesia e gentileza também ajudam bastante. Senão caminharemos inexoravelmente para um mundo repleto de barbárie - e processos judiciais.
Este Ouro de Tolo procura, dentro de suas modestas possibilidades, estimular a diversidade de idéias e de opiniões. Como dizia aquele filósofo, defendo até a morte a minha opinião neste espaço, mas também defenderei até o fim o direito dos colunistas e dos leitores de dizerem o que pensam - mesmo que seja o contrário do que penso - e não acarrete em processos judiciais... O respeito e a educação é o que pregamos aqui.
Em tempo, faço o registro de que certas entidades ou grupos culturais tornaram-se praticamente "intocáveis" para seus seguidores, com aura de "semi-deuses". E tome pancadaria em quem ouse criticar os alvos da adoração irracional - normalmente manifestações culturais de gosto e qualidade bastante questionáveis, para se dizer o menos. O leitor entende o que escrevo.
O apelo que faço é por tolerância, respeito e educação. Para que não vivamos em um mundo como o retratado pela foto - e pior, em uma opressão da própria sociedade, não do Estado.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O DIVINO SERVIDOR
Quando Jesus nasceu, uma estrela mais brilhante que as outras luzia, a pleno céu, indicando a manjedoura. A princípio, pouca gente lhe conhecia a missão sublime. Em verdade, porém, assumindo a forma duma criança, vinha Ele, da parte de Deus, nosso Pai Celestial, a fim de santificar os homens e iluminar os caminhos do mundo.
O Supremo Senhor que no-lo enviou é o Deus de Todas as Coisas. Milhões de mundos estão governados por suas mãos. Seu poder tudo abrange, desde o Sol distante até o verme que se arrasta sob nossos pés; e Jesus, emissário d´Ele na Terra, modificou o mundo inteiro. Ensinando e amando, aproximou as criaturas entre si, espalhou as sementes da compaixão fraternal, dando ensejo à fundação de hospitais e escolas, templos e instituições, consagrados à elevação da Humanidade. Influenciou, com seus exemplos e lições, nos grandes impérios, obrigando príncipes e administradores, egoístas e maus, a modificarem programas de governo. Depois de sua vinda, as prisões infernais, a escravidão do homem pelo homem, a sentença de morte indiscriminada a quanto não pensassem de acordo com os mais poderosos, deram lugar à bondade salvadora, ao respeito pela dignidade humana e pela redenção da vida, pouco a pouco.
Além dessas gigantescas obras, nos domínios da experiência material, Jesus, convertendo-se em Mestre Divino das almas, fez ainda muito mais. Provou ao homem a possibilidade de construir o Reino da Paz, dentro do próprio coração, abrindo a estrada celeste à felicidade de cada um de nós.
Entretanto, o maior embaixador do Céu para a Terra foi igualmente criança. Viveu num lar humilde e pobre, tanto quanto ocorre a milhões de meninos, mas não passou a infância despreocupadamente. Possuiu companheiros carinhosos e brincou junto deles. No entanto, era visto diariamente a trabalhar numa carpintaria modesta. Viva com disciplina. Tinha deveres para com o serrote, o martelo e os livros. Por representar o Supremo Poder, na Terra, não se movia à vontade, sem ocupações definidas. Nunca se sentiu superior aos pequenos que o cercavam e jamais se dedicou à humilhação dos semelhantes.
Eis porque o jovem mantido à solta, sem obrigações de servir, atender e respeitar, permanece em grande perigo.
Filho de pais ricos ou pobres, o menino desocupado é invariavelmente um vagabundo. E o vagabundo aspira ao título de malfeitor, em todas as circunstâncias. Ainda que não possua orientadores esclarecidos no ambiente em que respira, o jovem deve procurar o trabalho edificante, em que possa ser útil ao bem geral, pois se o próprio Jesus, que não precisava de qualquer amparo humano, exemplificou o serviço ao próximo, desde os anos mais tenros, que não devemos fazer a fim de aproveitar o tempo que nos é concedido na Terra?
Do livro "Alvorada Cristã", Neio Lúcio (Espírito), Francisco C. Xavier (psicografia)
Realização: Instituto André Luiz
LISTA: http://br.groups.yahoo.com/group/Lista_Espirita_Andre_Luiz/
BLOG: http://institutoandreluiz.blogspot.com/
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
RESGATE
P. Brandão (Espírito)
(Francisco Cândido Xavier)
Na noite de 8 de janeiro de 1955,recolhemos a mensagem de P. Brandão, um amigo desencarnado que fora anteriormente socorrido por nossos Benfeitores em nosso templo de reconforto espiritual.
No início de nossas tarefas, na noite mencionada, havíamos lido por tema de meditação a palavra do Divino Mestre, em que nos recomenda: - “Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele.”
E o comunicante amigo reportou-se à citação evangélica, a fim de trazer-nos a sua experiência, repleta de material para nossos estudos em torno do ser e do destino. (Nota do organizador do livro)
"Meus amigos.
O texto que nos serviu de meditação nesta noite foi aquele das palavras de nosso Divino Mestre: - <>
Certamente por isso determinam nossos orientadores algo vos fale de minha agoniada experiência.
Há dois anos, precisamente, tomei contato convosco. Nessa época, não passava de um infeliz psicopata, fora do corpo físico.
Triste duende da aflição na noite da angústia, carregava comigo todos os remanescentes da queda moral a que me despenhara.
Com o auxílio da palavra edificante e da oração fervorosa, senti que o Evangelho do Cristo me transformava...
Clareou-se-me a vida íntima e, amparado por braços amigos, fui conduzido a uma instituição de saúde espiritual.
Por dez meses consecutivos, submeti-me a tratamento.
Revigorado, compareci diante de observadores e analistas de nosso plano, junto dos quais o serviço de socorro iniciado em vosso templo, a meu benefício, encontrou a continuação necessária.
Subordinado a operações magnéticas, minha memória religou-se ao passado próximo e revi-me na existência última, encerrada há trinta anos.
Nos primeiros lustros do século corrente, era eu um rapaz egoísta e leviano, amigo da aventura e adversário do trabalho.
Desposei uma jovem rica e inexperiente, com o simples propósito de surrupiar-lhe a herança, já que o velhinho, que me seria sogro por alguns dias, abeirava-se do sepulcro, por ocasião de meu matrimônio.
Filha única e órfã de mãe, após o descesso do genitor minha mulher viu-se dona de considerável fortuna, que tratei de chamar a mim.
Valendo-me de uma procuração que me permitia atuar com plenos poderes, vendi-lhe as propriedades e reuni, em meu nome, a importância de novecentos contos de réis, e abandonei-a, fugindo para a Europa.
A volúpia do ouro e do prazer entonteceu-me a consciência.
Por cinco anos, mantive-me entre o jogo e a dissipação, até que, finalmente, a miséria e a tuberculose me bateram à porta.
Esmagado por atrozes desilusões, regressei ao Brasil, no entanto, surpreendido, vim a saber que minha esposa, incapaz de resistir à estrema pobreza a que fora por mim relegada, confiara-se ao prostíbulo, encontrando a morte num asilo de moléstias contagiosas, poucos dias antes de minha volta ao Rio.
Foi, então, que o remorso terminou a obra que a moléstia começara.
Em tempo breve, as aflições conscienciais me desligaram do vaso físico.
Fantasma do arrependimento e da culpa, deambulei sem consolo nas trevas de minha própria vida mental.
Não encontrava outras visões que não fossem aquelas de minha companheira a acusar-me ou de meus erros a se erguerem, indefinidamente, diante de meus olhos.
Sofri muito, até que o socorro divino me atingisse o coração desarvorado.
Tornando ao governo próprio e acordado para os deveres do reajuste, vi-me imbuído da sincera disposição de recuperar-me.
Esperançoso, perguntei por meu futuro, mas nossos Instrutores foram unânimes em declarar que ninguém avança sem saldar suas dívidas.
Atordoado, perguntava a mim mesmo por onde recomeçar.
A verdade, porém, surgia clara aos meus olhos.
A esposa desprezada era meu credor número um...
Busquei-a, ansiosamente, contudo, mais infortunada que eu mesmo, permanece ainda anestesiada na delinqüência, imantada a cúmplices de ações reprováveis, em furnas tenebrosas das regiões inferiores.
Ela, porém, é o meu credor principal, e, em razão disso, é o ponto básico de minha restauração.
Implorei o socorro da Compaixão Divina e, por intermédio daqueles heróis da beneficência que nos assistem, obtive permissão para nova romagem de luta, junto daquela que espezinhei.
Tomá-la-ei sob minha responsabilidade e tranportá-la-ei para o caminho da experiência humana, em meus braços, inconsciente qual se encontra.
Renasceremos juntos no berço carnal, amparados por um coração materno que já se dispôs a recolher-nos.
Seremos irmãos gêmeos, filhos de um parto duplo.
Ser-lhe-ei o guardião, o tutor e o amigo.
Em plena meninice, sofrerá ela as inibições orgânicas que, pouco a pouco, interná-la-ão num leito de amargura em que possa retificar os desequilíbrios perispiríticos e, assegurando-lhe a manutenção e o consolo, atenderei a regeneração de que necessito.
Conquistarei dificilmente o pão de cada dia para nós ambos.
Renunciarei a quaisquer vantagens nas lides materiais.
Nem aspirações mundanas realizadas, nem sonhos de felicidade atendidos, no aprendizado novo que me cabe desenvolver.
Envergarei a túnica do operário desfavorecido e sacrificado, para descobrir no trabalho a essência de mais nobres realizações.
E, devotado e contente, montarei guarda à companheira que caiu por minha culpa.
Ser-me-á irmã torturada e querida, por quem devo adiar a concretização de qualquer esperança, no que se refira a minha ventura pessoal.
Entretanto, não lhe sou devedor de simples patrimônio moral, mas, perante as Leis Divinas, devo-lhe, ainda, dinheiro terrestre em moeda brasileira.
Compete-me restituir-lhe a importância que lhe pertencia, acrescida com juros de mora, que pagarei, vintém por vintém, até que nos desvencilhemos do cárcere de nossos débitos, recuperando, enfim, a oportunidade de progredir que, formosa, nos sorria no alvorecer deste século.
Minha palavra, pois, nesta noite, é um adeus e um agradecimento, constituindo igualmente, em nome das Leis de Deus, uma lição que devemos aproveitar.
<> (1)
Quem puder compreender, compreenda, porque o tempo funciona para os todos, dentro dos mesmos princípios.
Envolvendo, assim, os nossos benfeitores em meu agradecimento, espero abraçar-vos, de novo, amanhã, em Plena eternidade.
Que Deus nos abençoe.
P.Brandão"
-------------------
(1) Mateus, 5:25. – Nota do Organizador.
Do livro "Vozes do Grande Além", P. Brandão (Espírito), Francisco C. Xavier (psicografia)
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
O ELOGIO DA ABELHA
Grande mosca verde-azul, mostrando envaidecida as asas douradas pelo Sol, penetrou uma sala e encontrou uma abelha humilde a carregar pequena provisão de recursos para elaborar o mel.
A mosca arrogante aproximou-se e falou, vaidosa:
- Onde surges, todos fogem. Não te sentes indesejável? Teu aguilhão é terrível.
- Sim – disse a abelha com desapontamento -, creia que sofro muitíssimo quando sou obrigada a interferir. Minha defesa é, quase sempre, também a minha morte.
- Mas não podes viver com mais distinção e delicadeza? – tornou a mosca – por que ferroar, a torto e a direito?
- Não, minha amiga – esclareceu a interlocutora -, não é bem assim. Não sinto prazer em perturbar. Vivo tão-somente para o trabalho que Deus me confiou, que representa benefício geral. E, quando alguém me impede a execução do dever, inquieto-me e sofro, perdendo, por vezes, a própria vida.
- Creio, porém, que se tivesses modos diferentes... se polisses as asas para que brilhassem à claridade solar, se te vestisses em cores iguais às minhas, talvez não precisasses alarmar a ninguém. Pessoa alguma te recearia a intromissão.
- Ah! Não posso despender muito tempo em tal assunto – alegou a abelha criteriosa. – O serviço não me permite a apresentação exterior muito primorosa, em todas as ocasiões. A produção de mel indispensável ao sustento da nossa colméia, e necessária a muita gente, não me oferece ensejo a excessivos cuidados comigo mesma.
- Repara! – disse-lhe a mosca, desdenhosa – tuas patas estão em lastimável estado...
- Encontro-me em serviço – explicou-se a operária humildemente.
- Não! não! – protestou a outra – isto é sujeira e relaxamento.
E limpando caprichosamente as asas, a mosca recuou e aquietou-se, qual se estivesse em observação.
Nesse instante, duas senhoras e uma criança penetraram o recinto e, notando a presença da abelha que buscava sair ao encontro de companheiras distantes, uma das matronas gritou, nervosa:
- Cuidado! cuidado com a abelha! Fere sem piedade!...
A pequeninha trabalhadora alada dirigiu-se para o campo e a mosca soberba a exibir-se, voando despreocupada.
- Que maravilha! – exclamou uma das senhoras.
- Parece uma jóia! – disse a outra.
A mosca preguiçosa planou... planou... e, encaminhando-se para a copa, penetrou o guarda-comida, deitando varejeiras na massa dos pastéis e em pratos diversos que se preparavam para o dia seguinte. Acompanhou a criança, de maneira imperceptível, e pousou-lhe na cabeça, infeccionando certa região que se achava ligeiramente ferida.
Decorridas algumas horas, sobravam preocupações para toda a família. A encantadora mosca verde-azul deixara imundície e enfermidade por onde passara.
Quantas vezes sucede isto mesmo, em plena vida?
Há criaturas simples, operosas e leais, de trato menos agradável, à primeira vista, que, à maneira da abelha, sofrem sarcasmos e desapontamentos por bem cumprir a obrigação que lhes cabe, em favor de todas; e há muita gente de apresentação brilhante, quanto a mosca, e que, depois de seduzir-nos a atenção pela beleza da forma, nos deixa apenas larvas da calúnia, da intriga, da maldade, da revolta e do desespero no pensamento...
Do livro "Alvorada Cristã", Neio Lúcio (Espírito), Francisco C. Xavier (psicografia)
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
TUA MENTE
Entre os cuidados devidos ao corpo e a alma, recordemos o problema da habitação.Quanto mais instruída a pessoa, mais asseio na moradia. Nem sempre a residência é rica do ponto de vista material. Vê-se, aí, contudo, limpeza e ordem, segurança e bom gosto.É imperioso porém, que o senso de higiene e harmonia não se fixe, unicamente, no domicilio externo. Necessário que semelhante preocupação nos alcance o pouso íntimo.
A mente é a casa do Espírito.
Como acontece a qualquer vivenda, ela possui muitos compartilhamentos com serventia para atividades diversas. E, às vezes, sobrecarregamos as dependências de nosso lar interior com idéias positivamente inadequadas as nossas necessidades reais.
Quando preconceitos enquistados, teorias inúteis, inquietações e tensões, queixas e mágoas se nos instalam por dentro, dilapidamos os tesouros do tempo e as oportunidades de progresso, de vez que impedimos a passagem da corrente transformadora da vida, através de nossas próprias forças.
Sabemos que uma casa, por mais simples, deve ser arejada e batida de sol para garantir a saúde. Ninguém conserva lixo, de propósito, no ambiente familiar. Qualquer perturbação no sistema de esgoto ou na circulação de energia elétrica representa motivos para assistência imediata.
Desde épocas remotas, combatemos a escuridão. Da tocha à candeia, da candeia à lâmpada moderna, esmera-se o homem na criação de recursos com que se defender contra o predomínio das trevas. Pondera quanto a isso e não guardes, ressentimentos e nem cultives discórdias no campo da própria alma. Trabalha, estuda, faze o bem e esquece o mal, afim de que te arregimentes contra o nevoeiro da ignorância.
Tua mente - tua casa intransferível. Nela te nascem os sonhos e aspirações, emoções e idéias, planos e realizações. Dela partem as tuas manifestações nos caminhos da vida, e de nossas manifestações nos caminhos da vida depende o nosso cativeiro à sombra ou a nossa libertação para a luz.
(Do livro "Alma e Coração", Emmanuel, Francisco C. Xavier)
A mente é a casa do Espírito.
Como acontece a qualquer vivenda, ela possui muitos compartilhamentos com serventia para atividades diversas. E, às vezes, sobrecarregamos as dependências de nosso lar interior com idéias positivamente inadequadas as nossas necessidades reais.
Quando preconceitos enquistados, teorias inúteis, inquietações e tensões, queixas e mágoas se nos instalam por dentro, dilapidamos os tesouros do tempo e as oportunidades de progresso, de vez que impedimos a passagem da corrente transformadora da vida, através de nossas próprias forças.
Sabemos que uma casa, por mais simples, deve ser arejada e batida de sol para garantir a saúde. Ninguém conserva lixo, de propósito, no ambiente familiar. Qualquer perturbação no sistema de esgoto ou na circulação de energia elétrica representa motivos para assistência imediata.
Desde épocas remotas, combatemos a escuridão. Da tocha à candeia, da candeia à lâmpada moderna, esmera-se o homem na criação de recursos com que se defender contra o predomínio das trevas. Pondera quanto a isso e não guardes, ressentimentos e nem cultives discórdias no campo da própria alma. Trabalha, estuda, faze o bem e esquece o mal, afim de que te arregimentes contra o nevoeiro da ignorância.
Tua mente - tua casa intransferível. Nela te nascem os sonhos e aspirações, emoções e idéias, planos e realizações. Dela partem as tuas manifestações nos caminhos da vida, e de nossas manifestações nos caminhos da vida depende o nosso cativeiro à sombra ou a nossa libertação para a luz.
(Do livro "Alma e Coração", Emmanuel, Francisco C. Xavier)
domingo, 25 de setembro de 2011
Hora de descobrir sua mediunidade
por Zibia Gasparetto
Rio - Analise: se você, sem causa aparente, é instável; vai da euforia à depressão; sente dores que andam pelo corpo; tem queda de pressão, falta de ar, arrepios; sai de casa bem e, ao entrar em algum lugar, sente-se indisposto, com vontade de sair correndo; sonolência incontrolável; é amável com alguns e com outros quer brigar; sente medo, insatisfação, não dorme direito, vai ao médico que não encontra nenhuma doença e diz que é sistema nervoso; tem pensamentos estranhos, sente inchaço nas mãos, na cabeça, dormência nos membros; sonha que está voando, caindo ou vê seu corpo adormecido na cama...Se um pouco disso estiver acontecendo com você, é hora de descobrir que tem mediunidade. Abrir a sensibilidade é caminhar para maturidade espiritual. Se você fosse equilibrado emocionalmente, só captaria as energias dos iluminados, das coisas boas e se sentiria muito bem. Todavia, isso não acontece com quem cultiva o negativismo, que liga-se a espíritos perturbados, encarnados ou não, e absorve energias ruins que causam sintomas de doenças.
A mediunidade não é responsável por isso. Só revela os pontos fracos que é preciso equilibrar, o quanto a pessoa é descuidada consigo mesma e está dependente dos outros. Toda dependência é imaturidade, nos torna fracos, incapazes. Para crescer precisamos desenvolver nossos potenciais, cooperar com a vida. É da lei do progresso, não há como evitar. Assim, os desafios estão sempre presentes. Quando enfrentados com coragem, a vida apóia. Mas para quem nega a própria força, julga-se incapaz, imperfeito, diz “não” a seu próprio crescimento, os desafios serão cada vez maiores.
A abertura da sensibilidade nos proporciona momentos de extrema felicidade. A ligação com as forças sublimes da vida traz lucidez, serenidade, força e alegria. A vida só age para nos ensinar a viver melhor. Quando ela permite que você seja açoitado pelas perturbações, qual é o recado que está dando?
Acredito que esteja lhe dizendo: “Você é um espírito eterno, criado à semelhança de Deus. Há vida em outras dimensões além da Terra. A morte não é o fim. Os que morreram continuam a viver e a separação é temporária. Seu estágio na Terra é para aprender a lidar consigo mesmo, reavaliar suas crenças, gerenciar seu mundo interior, angariar conhecimento, amadurecer e voltar melhor ao seu mundo de origem”.
É maravilhoso viver essa experiência! Meus amigos espirituais convidam você a vir conosco descobrir provas da eternidade, reconhecer o próprio valor, aprender a evoluir sem dor e acender a própria luz. Há muito eles o estão esperando. Você quer? A escolha é sua!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Humildade
A humildade não está na pobreza, não está na indigência, na penúria, na necessidade, na nudez e nem na fome. A humildade está na pessoa que, tendo o direito de reclamar, julgar, reprovar e tomar qualquer atitude compreensível no brio pessoal, apenas abençoa.
Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
A lei de Moisés
A lei de Moisés é composta por duas partes distintas: a lei de Deus, recebida no Monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, estabelecida pelo próprio Moisés. A lei de Deus é inalterável; a outra, apropriada aos costumes e ao caráter do povo, se modifica com o tempo.
A lei de Deus está formulada nos seguintes dez mandamentos:
1. Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses estrangeiros diante de mim. Não farás imagem talhada, nem figura nenhuma de tudo o que está no Céu e na Terra, nem de tudo o que está nas águas e debaixo da terra. Não os adorarás, nem lhes renderás cultos soberanos.
2. Não tomarás em vão o nome do Senhor, teu Deus.
3. Lembra-te de santificar o dia de sábado.
4. Honra a teu pai e à tua mãe, a fim de viveres muito tempo na Terra que o Senhor teu Deus te dará.
5. Não matarás.
6. Não cometerás adultério.
7. Não roubarás.
8. Não prestarás falso testemunho contra o teu próximo.
9. Não desejarás a mulher de teu próximo.
10. Não desejarás a casa de teu próximo, nem seu servo, ou serva, nem seu boi, seu asno, ou qualquer outra coisa que lhe pertença.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 1
Autor: Allan Kardec
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