CEFEC - Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade

Rua Bernardino de Melo, 1579 - Nova Iguaçu/RJ
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“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas, não vim destruí-los, mas dar-lhes cumprimento. Eu vos digo em verdade que o Céu e a Terra não passarão antes que tudo o que está na lei seja cumprido completamente, até o último jota e o último ponto.”
(Mateus, 5:17 e 18)
Foi com muita alegria que criamos este blog para acrescentarmos informações sobre estudos realizados aos sábados no CEFEC - Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade em Nova Iguaçu, como também informar sobre os acontecimentos no movimento espírita e, principalmente, eventos que acontecerão na nossa Casa Espírita.


"Não estamos na obra do mundo para aniquilar o que é imperfeito, mas para completar o que se encontra inacabado."
Emmanuel

terça-feira, 15 de novembro de 2011

INTOLERÂNCIA E FALTA DE RESPEITO


A Respeito da Intolerância, por Pedro Migão.

Algo que venho notando de forma crescente nos últimos tempos é o aumento da intolerância e da falta de educação das pessoas. Tanto na vida real como no mundo virtual, cada vez mais verificamos este fenômeno.

Um bom exemplo é o trânsito. Os motoristas estão cada vez mais impacientes, mal educados e egoístas. Não hesitam em provocar um acidente para fazer valer a "sua vez". Um bom exemplo é quando se tenta mudar de faixa e o motorista que vem atrás acelera para que você não entre na frente dele - muitas vezes quase causando um acidente.

Cada vez mais se dirige defendendo-se dos outros carros, dos motoqueiros e dos pedestres. É cada um por si e o resto que se dane.

Vivi uma situação no último sábado que é outro bom exemplo disso. Fui à padaria com minha filha mais nova, estacionei o carro em uma das vagas e enquanto fazia compras um sujeito parou sua picape de luxo na rua, "prendendo" meu carro. Ao tentar sair, aguardei uns quinze minutos para ver se o sujeito aparecia; não ocorrendo, voltei à padaria e perguntei quem era o dono do carro.

O sujeito, que deve regular a minha idade, apareceu, me deu um tremendo esporro e me xingou. Mesmo estando errado se achava no direito de parar onde desejava e reclamou de ter ido lá solicitar que retirasse o carro a fim de permitir minha saída. E este tipo de coisa me parece muito comum.

No mundo virtual a situação está à beira da histeria.

Qualquer opinião minimamente discordante é massacrada e intimidada; aqueles que abrem espaço para o contraditório são rotulados como "fracos". Os "trolls", figuras nefastas da internet, apostam na repetição e na intolerância para fazerem valer "no grito" suas muitas vezes preconceituosas e obtusas opiniões. O debate é desestimulado, o necessário contraditório reprimido, a tolerância é considerada sinal de tibieza.

A idiotice e os famosos "argumentos de autoridade" estão cada vez mais em alta nos espaços de convívio e de tentativa de debate. Esta intolerância advém também, a meu ver, de uma formação intelectual cada vez mais pífia e de formação moral cada vez mais egoísta.

Não importa aprender, trocar idéias, elevar a cultura. Não importa fazer o bem, ceder a vez, ter o prazer de estar tranquilo com sua própria consciência. Não. O que importa é impor opiniões e visões - muitas vezes toscas e preconceituosas - de forma radical e muitas vezes desrespeitosa, à beira de gerar um processo judicial por injúria e difamação. Isso quando não acaba redundando em pancadarias, assassinatos e coisas do gênero.

Esta falta de educação e este egoísmo podem ser facilmente vistos no mundo real. O que importa é aquela máxima de Maquiavel: "os fins justificam os meios". Não se hesita em mentir, difamar, corromper, falsificar e agredir se isto for considerado "necessário" a um dado objetivo. Aspectos como bondade, cortesia, respeito, transparência, honestidade e outros não somente são descartados como considerados "dispensáveis". Uma pessoa "apta" não pode ter estas características segundo o senso dominante.

Com isso, o convívio em sociedade muitas vezes é insustentável. A "Lei de Gérson" está viva e forte, e a cada geração que vem este fenômeno é mais dominador. A competitividade extrema é estimulada, o consumismo extremo é estimulado e especialmente a "guetização" e a intolerância difundidos. O importante é se estar sempre certo, mesmo que se destrua o mundo ao redor para "conquistar" tal reputação.

O leitor deve ter achado forte a imagem que abre este post. Entretanto, não é exagero afirmar que em certas situações o que ocorre é um verdadeiro "nazismo" na difusão de idéias e preconceitos. A barbárie muitas vezes é estimulada a fim de se alcançar os objetivos pretendidos - sejam eles calar um opositor, alcançar uma promoção corporativa, se livrar de pessoas "indesejáveis". Vivemos em uma sociedade onde até o assassinato é considerado "aceitável" em certas situações.

O sujeito vale mais pelo seu status e pelo que tem do que por sua personalidade, pelo que é.

A meu ver, a palavra chave para se entender esta situação é "respeito". Necessita-se voltar a ter respeito pelos outros, pelos seus atos, fraquezas e opiniões. Bondade, cortesia e gentileza também ajudam bastante. Senão caminharemos inexoravelmente para um mundo repleto de barbárie - e processos judiciais.

Este Ouro de Tolo procura, dentro de suas modestas possibilidades, estimular a diversidade de idéias e de opiniões. Como dizia aquele filósofo, defendo até a morte a minha opinião neste espaço, mas também defenderei até o fim o direito dos colunistas e dos leitores de dizerem o que pensam - mesmo que seja o contrário do que penso - e não acarrete em processos judiciais... O respeito e a educação é o que pregamos aqui.

Em tempo, faço o registro de que certas entidades ou grupos culturais tornaram-se praticamente "intocáveis" para seus seguidores, com aura de "semi-deuses". E tome pancadaria em quem ouse criticar os alvos da adoração irracional - normalmente manifestações culturais de gosto e qualidade bastante questionáveis, para se dizer o menos. O leitor entende o que escrevo.

O apelo que faço é por tolerância, respeito e educação. Para que não vivamos em um mundo como o retratado pela foto - e pior, em uma opressão da própria sociedade, não do Estado.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O DIVINO SERVIDOR


Quando Jesus nasceu, uma estrela mais brilhante que as outras luzia, a pleno céu, indicando a manjedoura. A princípio, pouca gente lhe conhecia a missão sublime. Em verdade, porém, assumindo a forma duma criança, vinha Ele, da parte de Deus, nosso Pai Celestial, a fim de santificar os homens e iluminar os caminhos do mundo.
O Supremo Senhor que no-lo enviou é o Deus de Todas as Coisas. Milhões de mundos estão governados por suas mãos. Seu poder tudo abrange, desde o Sol distante até o verme que se arrasta sob nossos pés; e Jesus, emissário d´Ele na Terra, modificou o mundo inteiro. Ensinando e amando, aproximou as criaturas entre si, espalhou as sementes da compaixão fraternal, dando ensejo à fundação de hospitais e escolas, templos e instituições, consagrados à elevação da Humanidade. Influenciou, com seus exemplos e lições, nos grandes impérios, obrigando príncipes e administradores, egoístas e maus, a modificarem programas de governo. Depois de sua vinda, as prisões infernais, a escravidão do homem pelo homem, a sentença de morte indiscriminada a quanto não pensassem de acordo com os mais poderosos, deram lugar à bondade salvadora, ao respeito pela dignidade humana e pela redenção da vida, pouco a pouco.

Além dessas gigantescas obras, nos domínios da experiência material, Jesus, convertendo-se em Mestre Divino das almas, fez ainda muito mais. Provou ao homem a possibilidade de construir o Reino da Paz, dentro do próprio coração, abrindo a estrada celeste à felicidade de cada um de nós.

Entretanto, o maior embaixador do Céu para a Terra foi igualmente criança. Viveu num lar humilde e pobre, tanto quanto ocorre a milhões de meninos, mas não passou a infância despreocupadamente. Possuiu companheiros carinhosos e brincou junto deles. No entanto, era visto diariamente a trabalhar numa carpintaria modesta. Viva com disciplina. Tinha deveres para com o serrote, o martelo e os livros. Por representar o Supremo Poder, na Terra, não se movia à vontade, sem ocupações definidas. Nunca se sentiu superior aos pequenos que o cercavam e jamais se dedicou à humilhação dos semelhantes.

Eis porque o jovem mantido à solta, sem obrigações de servir, atender e respeitar, permanece em grande perigo.

Filho de pais ricos ou pobres, o menino desocupado é invariavelmente um vagabundo. E o vagabundo aspira ao título de malfeitor, em todas as circunstâncias. Ainda que não possua orientadores esclarecidos no ambiente em que respira, o jovem deve procurar o trabalho edificante, em que possa ser útil ao bem geral, pois se o próprio Jesus, que não precisava de qualquer amparo humano, exemplificou o serviço ao próximo, desde os anos mais tenros, que não devemos fazer a fim de aproveitar o tempo que nos é concedido na Terra?

Do livro "Alvorada Cristã", Neio Lúcio (Espírito), Francisco C. Xavier (psicografia)


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