CEFEC - Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade

Rua Bernardino de Melo, 1579 - Nova Iguaçu/RJ
Tel.: 2668-3070
“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas, não vim destruí-los, mas dar-lhes cumprimento. Eu vos digo em verdade que o Céu e a Terra não passarão antes que tudo o que está na lei seja cumprido completamente, até o último jota e o último ponto.”
(Mateus, 5:17 e 18)
Foi com muita alegria que criamos este blog para acrescentarmos informações sobre estudos realizados aos sábados no CEFEC - Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade em Nova Iguaçu, como também informar sobre os acontecimentos no movimento espírita e, principalmente, eventos que acontecerão na nossa Casa Espírita.


"Não estamos na obra do mundo para aniquilar o que é imperfeito, mas para completar o que se encontra inacabado."
Emmanuel

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Segundo Diálogo - O Céptico.

Por: Honey Godoy

Este diálogo é representado pela presença de outro visitante que deseja conhecer o Espiritismo, mas ainda não possui uma opinião formada à respeito, mas procura Allan Kardec para tirar dúvidas sobre a nova doutrina. Pelo fato do visitante estar no mesmo núcleo social de pessoas que fazem comentários de diversos tipos sobre o Espiritismo, embora muitos deles contraditórios, ele comenta com Kardec que sua opinião não é nem pró nem contra a doutrina, mas que acabou ficando curioso em conhecê-la, devido a tantas divulgações que surgiam na época.

Kardec não se recusou em responder algumas perguntas básicas do visitante, principalmente porque este se mostrou bastante cortês e propício a aprender, diferentemente do visitante do primeiro diálogo (O Crítico), que não demonstrava nenhum interesse em aprender a doutrina, mas confrontá-la, além de ter um aspecto de simples curiosidade. Mas apesar da postura de nosso novo visitante, Kardec é extremamente enfático quando explica que primeiro deve-se se instruir nas bases do Espiritismo para que depois possa tirar possíveis dúvidas com um teor bem mais profundo, como podemos observar num pequeno trecho tirado do livro:

“ A.K – Ser-me-á um prazer, senhor, responder às questões que se queira me endereçar, quando elas são feitas com sinceridade e sem prevenção, sem me iludir, entretanto, de poder resolvê-las todas. O Espiritismo é uma ciência que acaba de nascer e na qual há, ainda, muito a aprender. Seria, pois, muito presunçoso pretendendo tirar todas as dificuldades: eu não posso dizer senão daquilo que sei.

O Espiritismo toca em todos os ramos da filosofia, da metafísica, da psicologia e da moral. É um campo imenso que não se pode percorrer em algumas horas. Ora, compreendeis, senhor, que me seria materialmente impossível repetir de viva voz, e a cada um em particular, tudo o que escrevi sobre esse assunto para uso geral. Em uma séria leitura prévia, encontrar-se-á, aliás, a resposta à maioria das perguntas que vêm, naturalmente, ao pensamento.(...)”

Espiritismo e Espiritualismo

A principal dúvida do visitante era justamente acerca das definições Espiritismo e espírita, argumentando à Kardec porque este criou essas novas palavras se já existiam as palavras Espiritualismo e espiritualista que eram muito usadas e difundidas aos adeptos da escola dita americana, e que essas novas palavras eram consideradas como barbarismos.

Kardec explica que criou essas novas palavras, porque ESPIRITUALISTA é aquele ou aquela cuja doutrina é oposta ao materialismo, portanto, todas as religiões são baseadas no Espiritualismo, o que não implica na crença dos Espíritos e nas suas manifestações. Então para se fazer essa distinção entre os que crêem e os que não crêem, surgiram as palavras Espiritismo e espíritas, para que possam exprimir sem equívocos, as idéias relativas aos Espíritos.

Vamos ler um trecho do parágrafo do livro de Kardec sobre o assunto:

“ (...) Todo espírita é, necessariamente, espiritualista, sem que todos os espiritualistas sejam espíritas. Fossem os Espíritos uma quimera e seria ainda útil existirem termos especiais para aquilo que lhe concerne, porque são necessárias palavras para as idéias falsas como para as idéias verdadeiras.”

Mesmo sendo consideradas palavras bárbaras por alguns críticos da época, Espiritismo e espírita, passaram a linguagem popular e a serem difundidas na Europa e posteriormente para as outras partes do mundo.

O QUE É ESPIRITISMO.

AUTOR: ALLAN KARDEC

EDITORA: IDE. 74ª EDIÇÃO-ABRIL/2009. PÁGINAS: 24-25.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Caldos & Sopas

Festival de Sopas & Caldos
03/07- R$ 5,00 às 19:00h
Olá pessoal!
Estaremos nos reunindo dia 26 por uma causa muito nobre.
"A reforma da sala de evangelização."
Todos nós sabemos que com a arrecadação do festival de sorvete, não conseguimos alcançar o êxito esperado. Por isso, estamos mais uma vez contando com a sua presença nesta noite de inverno. Assim você se aquece, e aquece também as nossas crianças proporcionando um ambiente quentinho e aconchegante para que elas possam aprender o Evangelho de Jesus.
Contamos com você!
Grupo Emmanuel

terça-feira, 1 de junho de 2010

Kardec e o Crítico

Por: Honey Godoy

Como se sabe inicialmente Kardec era um homem cético perante as manifestações Espíritas que surgiam na França. Com o tempo, porém passou a observar, que não somente no seu país de origem, mas em diferentes partes do mundo, estavam surgindo os mesmos tipos de manifestações Espíritas, então, passou a se interessar por esses fenômenos e resolveu estudá-los. Com isso sua postura passou a ser firme, esclarecedora e objetiva, assim que conseguiu comprovar cientificamente cada fenômeno Espírita que surgia naquela época.
Notamos em seu livro, “O Que é o Espiritismo”, uma clara e firme postura em suas respostas, mostrando todo o seu conhecimento científico a respeito do espiritismo e também de outros assuntos, dentro de várias cadeiras universitárias, perante às críticas da sociedade da época.
Vamos nos deleitar com um pequeno trecho, dos vários diálogos, entre Kardec e o Crítico, presente em seu livro, “O Que é o Espiritismo”, no capítulo primeiro; Pequena Conferência Espírita; Primeiro Diálogo -O Crítico:
“Visitante- Retomemos, eu vos peço, às mesas moventes e falantes. Não poderia ocorrer que elas estivessem preparadas?
A.K.- É sempre a questão da boa fé à qual já respondi. Quando a fraude estiver provada eu vô-la entrego; se vós assinalardes fatos confirmados de fraude, de charlatanismo, de exploração, ou de abuso de confiança, eu os entrego à vossa fustigação, vos declarando de antemão que não lhes tomarei a defesa, porque o Espiritismo sério é o primeiro a repudiá-los, e mencionar os abusos é ajudar a preveni-los e prestar-lhe serviço. Mas generalizar essas acusações, derramar sobre uma massa de pessoas honradas a reprovação que merecem alguns indivíduos isolados, é um abuso de um outro gênero: o da calúnia.
Admitindo, como vós o dizeis, que as mesas estivessem preparadas, seria um precioso mecanismo bem engenhoso para fazer executar movimentos e ruídos tão variados. Como não se conhece, ainda, o nome do hábil fabricante que as confecciona? No entanto, ele deveria ter uma enorme celebridade, uma vez que seus aparelhos estão espalhados nas cinco partes do mundo. É preciso convir, também, que seu procedimento é bem sutil, uma vez que se pode adaptar à primeira mesa encontrada, sem nenhum exterior. Por que desde Tertuliano que, ele também, falou das mesas girantes e falantes, até o presente ninguém pôde ver o mecanismo, nem descrevê-lo?”
Observamos durante o primeiro diálogo do livro, que Allan Kardec mostra ao visitante que é preciso muito mais que duas sessões espíritas para conseguir explicar e estudar sobre toda a doutrina Espírita e seus fenômenos, coisa que o próprio Kardec levou anos para sair da postura de cético para a de seguidor convicto. Kardec ainda nos explica que há uma grande diferença entre o incrédulo por ignorância e o incrédulo sistemático, pois quando se vê alguém disponível favoravelmente, nada custa esclarecê-lo. Mas há pessoas em que o desejo de se instruir não é senão uma aparência, isto é, uma coisa é uma pessoa que quer realmente a instrução e o conhecimento, outra coisa é uma pessoa meramente curiosa.
Então amigos, não adianta tentarmos explicar, a doutrina Espírita, ou qualquer outro assunto que seja, à uma pessoa, que antes mesmo de conhecer, estudar e dominar o assunto com maestria, já têm uma opinião antagônica formada.

Livro: O que é o Espiritismo