O BEM E O MAL
É preciso que
o Espírito ganhe experiência; é preciso, portanto, que conheça o bem e o mal.
Se tivermos dúvida sobre o ato, devemos reportar-nos à regra áurea, ensinada
por Jesus: "não fazer aos outros, o que não gostaríamos que nos
fizessem". O bem é agir de acordo com a lei de Deus. Mais culpado é, aos
olhos de Deus, o homem instruído que pratica uma simples injustiça, do que o
selvagem ignorante que se entrega aos seus instintos. O mérito de fazer o bem
está na dificuldade em praticá-lo. Não há quem não possa fazer o bem. (O Livro
dos Espíritos, perguntas 629 a 646).
O Espírito
André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, psicografado por Francisco
Cândido Xavier, traça a trajetória do princípio inteligente, através dos vários
reinos da natureza. Diz que, desde a nossa criação, estamos sendo conduzidos pelos
“Operários Espirituais”. A
diferença é que, uma vez adquirido o livre-arbítrio, é deixado ao sabor de suas
próprias forças, porém com a responsabilidade
pelos atos praticados.
A
maioria dos males tem sua causa no orgulho, na ambição e no egoísmo humano.
O bem e o mal são praticados em virtude do
livre-arbítrio, e consequentemente, sem que o Espírito seja fatalmente impelido
para um ou outro sentido.
Persistindo no mal, sofrerá as consequências por
tanto tempo quanto durar a persistência, do mesmo modo que, dando um passo para
o bem, sente imediatamente efeitos benéficos.
Não fazer o bem quando podemos é o resultado de uma imperfeição. Se toda
imperfeição é fonte de sofrimento, o Espírito deve sofrer não somente pelo mal
que fez como pelo bem que deixou de fazer na vida terrestre.
O arrependimento é o primeiro passo para a
regeneração, mas não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação.
Arrependimento,
expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para
apagar os traços de uma falta e suas consequências. O arrependimento suaviza os
travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; mas só a
reparação, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão
seria uma graça, não uma anulação.
O arrependimento pode dar-se por toda parte
e em qualquer tempo; se for tarde, porém, o culpado sofre por mais tempo. Até
que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste nos sofrimentos
físicos e morais que lhe são consequentes, seja na vida atual, seja na vida
espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal. A reparação
consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito o mal. (O Céu e o Inferno,
1ª PARTE - CAPÍTULO VII AS PENAS FUTURAS).
Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim:
Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua
perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a
alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso.
(Evangelho Segundo Espiritismo, Bem Aventurados os Aflitos, capitulo V, 18.).
DIVISÃO DA LEI NATURAL
PILASTRA — Sigla para lembrarmos as dez Leis Naturais. P da
Lei do Progresso, I da Lei de Igualdade, L da Lei de Liberdade, A
da Lei de Adoração, S da Lei de Sociedade, T da Lei do Trabalho, R
da Lei de Reprodução, A da Lei de Justiça, Amor e Caridade.
Na pergunta 648 de O Livro dos
Espíritos — Que pensais da divisão da lei natural em dez partes? — “Essa
divisão da lei de Deus em dez partes é a de Moisés e pode abranger todas as
circunstâncias da vida, o que é essencial... A Lei de Justiça, Amor e Caridade
é a mais importante; é por ela que o homem pode avançar mais na vida
espiritual, porque resume todas as outras”. (Kardec, 1995. Perguntas 647 e 648).
BIBLIOGRAFIA
CONSULTADA
KARDEC, A. O Livro dos
Espíritos. Rio de Janeiro, FEB, 2007.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo
O Espiritismo. Rio de Janeiro, FEB, 2006.
KARDEC, A. O Céu e o Inferno.
São Paulo, IDE, 2008.
XAVIER, F. C. e VIEIRA, W. Evolução
em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, 4. ed., Rio de Janeiro, FEB,
1977.
Apontamentos sobre os temas.
Curso Básico de Espiritismo, Biblioteca Bom Espírito.

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