Por: Honey Godoy
Como se sabe inicialmente Kardec era um homem cético perante as manifestações Espíritas que surgiam na França. Com o tempo, porém passou a observar, que não somente no seu país de origem, mas em diferentes partes do mundo, estavam surgindo os mesmos tipos de manifestações Espíritas, então, passou a se interessar por esses fenômenos e resolveu estudá-los. Com isso sua postura passou a ser firme, esclarecedora e objetiva, assim que conseguiu comprovar cientificamente cada fenômeno Espírita que surgia naquela época.
Notamos em seu livro, “O Que é o Espiritismo”, uma clara e firme postura em suas respostas, mostrando todo o seu conhecimento científico a respeito do espiritismo e também de outros assuntos, dentro de várias cadeiras universitárias, perante às críticas da sociedade da época.
Vamos nos deleitar com um pequeno trecho, dos vários diálogos, entre Kardec e o Crítico, presente em seu livro, “O Que é o Espiritismo”, no capítulo primeiro; Pequena Conferência Espírita; Primeiro Diálogo -O Crítico:
“Visitante- Retomemos, eu vos peço, às mesas moventes e falantes. Não poderia ocorrer que elas estivessem preparadas?
A.K.- É sempre a questão da boa fé à qual já respondi. Quando a fraude estiver provada eu vô-la entrego; se vós assinalardes fatos confirmados de fraude, de charlatanismo, de exploração, ou de abuso de confiança, eu os entrego à vossa fustigação, vos declarando de antemão que não lhes tomarei a defesa, porque o Espiritismo sério é o primeiro a repudiá-los, e mencionar os abusos é ajudar a preveni-los e prestar-lhe serviço. Mas generalizar essas acusações, derramar sobre uma massa de pessoas honradas a reprovação que merecem alguns indivíduos isolados, é um abuso de um outro gênero: o da calúnia.
Admitindo, como vós o dizeis, que as mesas estivessem preparadas, seria um precioso mecanismo bem engenhoso para fazer executar movimentos e ruídos tão variados. Como não se conhece, ainda, o nome do hábil fabricante que as confecciona? No entanto, ele deveria ter uma enorme celebridade, uma vez que seus aparelhos estão espalhados nas cinco partes do mundo. É preciso convir, também, que seu procedimento é bem sutil, uma vez que se pode adaptar à primeira mesa encontrada, sem nenhum exterior. Por que desde Tertuliano que, ele também, falou das mesas girantes e falantes, até o presente ninguém pôde ver o mecanismo, nem descrevê-lo?”
Observamos durante o primeiro diálogo do livro, que Allan Kardec mostra ao visitante que é preciso muito mais que duas sessões espíritas para conseguir explicar e estudar sobre toda a doutrina Espírita e seus fenômenos, coisa que o próprio Kardec levou anos para sair da postura de cético para a de seguidor convicto. Kardec ainda nos explica que há uma grande diferença entre o incrédulo por ignorância e o incrédulo sistemático, pois quando se vê alguém disponível favoravelmente, nada custa esclarecê-lo. Mas há pessoas em que o desejo de se instruir não é senão uma aparência, isto é, uma coisa é uma pessoa que quer realmente a instrução e o conhecimento, outra coisa é uma pessoa meramente curiosa.
Então amigos, não adianta tentarmos explicar, a doutrina Espírita, ou qualquer outro assunto que seja, à uma pessoa, que antes mesmo de conhecer, estudar e dominar o assunto com maestria, já têm uma opinião antagônica formada.
Livro: O que é o Espiritismo
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